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BYD confirma novo hatch elétrico entre o Dolphin Mini e o Dolphin
Automotivas

BYD confirma novo hatch elétrico entre o Dolphin Mini e o Dolphin

Um hatchback elétrico maior que o modelo de entrada da BYD, mas mais barato que o Dolphin convencional, acaba de ganhar nome oficial: Great Seagull. O anúncio foi...

Por Redação Mecânica Online®
6 min

Um hatchback elétrico maior que o modelo de entrada da BYD, mas mais barato que o Dolphin convencional, acaba de ganhar nome oficial: Great Seagull. O anúncio foi feito durante o Salão do Automóvel de Chengdu 2026 e encerra meses de especulação sobre um protótipo camuflado flagrado em testes na China. A posição do carro no meio da linha, entre dois modelos já conhecidos do público brasileiro, é o que torna esse lançamento particularmente relevante para quem acompanha a expansão da marca por aqui.

A BYD confirmou, durante o Salão do Automóvel de Chengdu 2026, que lançará ainda este ano na China o hatchback elétrico batizado de “Great Seagull” (Da Hainiao).

O anúncio foi feito por Zhang Zhuo, gerente geral da divisão de vendas da rede Ocean da BYD, responsável pela linha que inclui o Seagull.

Com 4,2 metros de comprimento, o novo modelo fica posicionado estrategicamente entre o Seagull atual, de apelo mais compacto, e o Dolphin, de proposta mais esportiva.

O nome escolhido segue a mesma lógica de nomenclatura já usada em outros lançamentos recentes da marca, como o BYD Da Tang e o Da Han, representantes da série Dynasty.

Segundo a montadora, o Great Seagull vai concorrer diretamente com o Geely Xingyuan (também conhecido como E2/EX2) e o GAC Aion UT no mercado chinês.

Em termos de dimensões, o carro mede 4.205 mm de comprimento, 1.810 mm de largura e 1.570 mm de altura, com entre-eixos de 2.650 mm.

Comparado ao Seagull convencional, o Great Seagull é 425 mm mais comprido, enquanto fica apenas 65 mm mais curto que o Dolphin, mostrando o quanto se aproxima do irmão maior em tamanho.

O modelo roda sobre rodas de 16 polegadas com pneus 205/60, e seu peso em ordem de marcha varia entre 1.180 kg e 1.255 kg, dependendo da configuração de bateria escolhida.

Mecanicamente, o Great Seagull traz um único motor elétrico de 95 kW (127 cv), alimentado por baterias LFP fabricadas pela FinDreams, braço de baterias da própria BYD.

Duas opções de capacidade estão disponíveis, de 30 kWh e 39,2 kWh, resultando em autonomia estimada entre 320 e 420 km em ciclo combinado, com velocidade máxima de 150 km/h.

Para efeito de comparação, o Dolphin convencional oferece três opções de motorização, com potências de 94 cv, 174 cv e 201 cv — reforçando a posição do Great Seagull como alternativa mais acessível e menos potente dentro da família.

Do lado tecnológico, protótipos flagrados em testes já mostravam sensor LiDAR no teto, parte do sistema de assistência à condução DiPilot 300, apelidado internamente de “Olho de Deus B”.

Esse sistema inclui a função Navigate On Autopilot (NOA), capaz de atuar tanto em vias urbanas quanto em rodovias, ampliando o nível de automação disponível mesmo em um modelo de entrada.

No interior, fotos anteriores já haviam revelado tela flutuante, alavanca de câmbio atrás do volante e um túnel central de tamanho considerável para um carro dessa categoria.

Segundo dados de mercado, a BYD entregou 8.879 unidades do Seagull na China em julho de 2026, contra 13.910 unidades do Dolphin no mesmo período — números que ajudam a entender por que a marca decidiu criar essa opção intermediária.

No Brasil, a linha de entrada da BYD é conhecida como Dolphin Mini, equivalente ao Seagull original vendido na China. O Great Seagull, posicionado entre esse modelo e o Dolphin convencional, ainda não teve nome comercial confirmado para o mercado brasileiro.

Como o lançamento chinês ainda está em fase inicial, a chegada ao Brasil — se confirmada — deve seguir a nomenclatura já padronizada da linha Dolphin usada pela marca no país.

Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Criar um modelo intermediário entre Dolphin Mini e Dolphin resolve um problema comum de portfólio: hoje existe um salto grande de preço e potência entre os dois extremos da linha de entrada da BYD.

Comparado ao Geely Xingyuan e ao GAC Aion UT, o Great Seagull aposta em bateria LFP própria e integração vertical via FinDreams, enquanto os concorrentes dependem de fornecedores terceiros — cada abordagem tem vantagens e riscos próprios de cadeia de suprimentos.

A presença de LiDAR e piloto semiautônomo em um hatch de entrada é um diferencial técnico relevante, já que esse tipo de sensor costuma ficar restrito a versões mais caras em outras marcas do segmento.

Cabe ao consumidor brasileiro, quando o lançamento for confirmado por aqui, avaliar se a diferença de autonomia e potência frente ao Dolphin convencional compensa o provável ganho de preço mais competitivo do Great Seagull.

Segue a ficha técnica resumida do BYD Great Seagull, com base na configuração chinesa:

ItemEspecificação
Comprimento4.205 mm
Entre-eixos2.650 mm
Motor95 kW (127 cv)
BateriaLFP FinDreams, 30 ou 39,2 kWh
Autonomia320 a 420 km (ciclo combinado)
Velocidade máxima150 km/h
Peso em ordem de marcha1.180 a 1.255 kg

O verdadeiro teste do Great Seagull será a resposta comercial fora da China — o modelo já nasce com a missão de ocupar exatamente o espaço que a Dolphin Mini deixa livre até o Dolphin tradicional.

Para acompanhar de perto a confirmação do Great Seagull no Brasil, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

O lançamento: a BYD confirmou o Great Seagull para a China ainda em 2026.

O posicionamento: o modelo fica entre o Dolphin Mini (Seagull) e o Dolphin convencional.

A motorização: motor único de 127 cv, com autonomia entre 320 e 420 km.

Os concorrentes chineses: Geely Xingyuan e GAC Aion UT disputam a mesma faixa de mercado.

A situação no Brasil: nome comercial ainda não confirmado, mas deve seguir a nomenclatura Dolphin.

Mecânica Online® — Mecânica do jeito que você entende

Bateria LFP: tecnologia de bateria à base de lítio-ferro-fosfato, conhecida por segurança térmica e boa durabilidade.

LiDAR: sensor que usa laser para mapear o ambiente em três dimensões, usado em sistemas avançados de assistência à condução.

Navigate On Autopilot (NOA): função que permite ao carro seguir rota definida com intervenção reduzida do motorista, em vias específicas.

Integração vertical: quando uma empresa produz internamente componentes-chave, como baterias, em vez de depender de fornecedores externos.

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