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Geely EX2 terá produção nacional em tempo recorde para driblar imposto de 35%
Engenharia

Geely EX2 terá produção nacional em tempo recorde para driblar imposto de 35%

A recém-formada aliança Renault Geely do Brasil demonstrou uma agilidade sem precedentes ao decidir e implementar a produção local do hatch elétrico Geely EX2 em menos de um...

Por Redação Mecânica Online®
4 min

A recém-formada aliança Renault Geely do Brasil demonstrou uma agilidade sem precedentes ao decidir e implementar a produção local do hatch elétrico Geely EX2 em menos de um ano. Originalmente não planejado para fabricação nacional imediata, o modelo passará a ser montado no complexo de São José dos Pinhais (PR) ainda no último trimestre de 2026, aproveitando a estrutura de solda, pintura e estamparia da Renault. O movimento estratégico visa proteger o veículo do teto de 35% do Imposto de Importação para eletrificados, que entra em vigor em julho. Para acelerar o processo, centenas de engenheiros vindos da China realizaram uma força-tarefa entre março e abril para adaptar as linhas que também produzirão o SUV híbrido plug-in EX5 EM-i.

A decisão de produzir o Geely EX2 no Brasil foi tomada no início de 2026, quebrando o ciclo tradicional da indústria que exige anos para a adaptação de uma nova plataforma.

O EX2 nacional utilizará a plataforma GEA e será montado no esquema “peça a peça”, permitindo uma nacionalização gradual de componentes aproveitando a base de fornecedores da Renault.

A “operação de guerra” contou com centenas de profissionais chineses em solo paranaense, focados em reduzir o time-to-market e garantir a competitividade do hatch elétrico.

O Imposto de Importação de 35%, que atinge seu pico em julho de 2026, foi o principal catalisador para que a Geely antecipasse a produção local e evitasse a perda de margem.

A fábrica de São José dos Pinhais (PR) já iniciou a montagem do EX5 EM-i (híbrido plug-in) em 22 de abril, com escala industrial prevista para o segundo semestre.

A Geely aproveitará a expertise da Renault em usinagem e estamparia, o que facilitará a produção de partes estruturais do carro em território brasileiro.

O sucesso de vendas do EX2 como importado superou as expectativas, forçando a marca a garantir lotes massivos até junho para abastecer as lojas antes da nova alíquota.

A análise técnica indica que a plataforma GEA (Geely Electric Architecture) é modular, o que facilitou a rápida integração dos processos produtivos na linha paranaense.

A Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, confirmou que a meta é ter dois modelos nacionais baseados na arquitetura GEA ainda em 2026.

A integração entre as equipes da França, China e Brasil é vista como o “exemplo perfeito” da nova dinâmica global de montadoras que buscam agilidade extrema.

Diferente de marcas que apenas montam kits (CKD), a aliança busca integrar a cadeia de suprimentos local para reduzir a exposição ao câmbio e impostos.

O hatch elétrico é considerado um produto estratégico para volume, enquanto o EX5 EM-i servirá para posicionar a marca no segmento de SUVs médios premium.

A permanência de engenheiros chineses no Brasil após a fase inicial de montagem visa o ajuste fino da qualidade e a calibração da suspensão para as vias brasileiras.

Para o consumidor, a produção local significa maior estabilidade de preços e uma rede de assistência técnica suportada pela infraestrutura já consolidada da Renault.

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Resumo técnico em pontos-chave:

  • Modelo: Geely EX2 (Hatch Compacto Elétrico).
  • Local: Complexo Ayrton Senna, São José dos Pinhais (PR).
  • Plataforma: GEA (Geely Electric Architecture).
  • Cronograma: Lançamento nacional previsto para o 4º trimestre de 2026.
  • Motivo: Driblar o imposto de importação de 35% que entra em vigor em julho.
  • Aliança: Renault Geely do Brasil (Sociedade estratégica de produção).

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Plataforma GEA é a arquitetura modular da Geely focada em veículos elétricos e híbridos, permitindo alta flexibilidade para diferentes tamanhos de carroceria e sistemas de propulsão.

Montagem Peça a Peça é um regime de produção onde todos os componentes chegam separados para serem soldados, pintados e montados localmente, permitindo maior índice de nacionalização que o CKD (kits pré-montados).

Híbrido Plug-in (PHEV) é o veículo que combina motor a combustão e elétrico, com baterias que podem ser recarregadas em fontes externas (tomadas), permitindo rodar apenas no modo elétrico em trechos urbanos.

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