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Ford convoca recall de 4,4 milhões de veículos nos EUA por falha em módulo de reboque
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Ford convoca recall de 4,4 milhões de veículos nos EUA por falha em módulo de reboque

A Ford anunciou nos Estados Unidos um recall de 4,4 milhões de veículos devido a falha no módulo integrado de reboque (ITM). O defeito pode causar perda das...

Por Redação Mecânica Online®
4 min

A Ford anunciou nos Estados Unidos um recall de 4,4 milhões de veículos devido a falha no módulo integrado de reboque (ITM). O defeito pode causar perda das luzes de freio e até da função de freio do trailer. Atualização será feita por software, inclusive via OTA.

A Ford Motor Company iniciou 2026 com mais um grande recall no mercado norte-americano. A montadora convocou 4,4 milhões de veículos por uma falha relacionada ao módulo integrado de reboque, conhecido como ITM (Integrated Trailer Module).

O problema envolve veículos das marcas Ford e Lincoln, afetando sete modelos produzidos entre 2021 e 2026. Embora o total de unidades convocadas seja elevado, a fabricante estima que apenas cerca de 1% possa efetivamente apresentar o defeito.

Ainda assim, esse percentual representa aproximadamente 44 mil veículos potencialmente impactados. O risco está ligado a uma falha de comunicação eletrônica durante a inicialização do sistema.

De acordo com documentos da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), o ITM pode perder comunicação com o módulo central do veículo pela rede CAN, responsável pela troca de dados entre sistemas eletrônicos.

Na prática, essa falha pode impedir o funcionamento correto das luzes de freio e setas do reboque, além de, em casos mais críticos, provocar perda da função de freio do trailer.

Esse cenário é especialmente preocupante em situações de reboque em alta velocidade ou longas distâncias, onde a eficiência do sistema de frenagem do implemento é fundamental para a estabilidade do conjunto.

Os motoristas serão alertados por mensagens no painel, como “Falha no módulo de freio do reboque” e “Falha no sistema de assistência de ponto cego”, mesmo que o reboque não esteja conectado.

Curiosamente, a anomalia pode ocorrer quando o veículo sai do modo de repouso eletrônico após a partida do motor, ou seja, antes mesmo de iniciar o deslocamento.

O modelo mais impactado é a Ford F-150, com 2.297.857 unidades envolvidas no recall. Trata-se da picape mais vendida dos Estados Unidos há décadas.

Na sequência aparece a Ford F-250 Super Duty, com 1.135.063 unidades afetadas. Ambas pertencem à tradicional linha F-Series, principal pilar comercial da marca.

Outros modelos incluídos são a Ford Maverick (412.105 unidades), o Ford Expedition (317.604 unidades), a Ford Ranger (129.836 unidades) e o Lincoln Navigator (75.029 unidades).

O utilitário elétrico Ford E-Transit 2026 também integra a lista, com 13.115 unidades convocadas.

A correção será realizada por meio de atualização de software, podendo ser feita nas concessionárias ou via OTA (Over-The-Air) para veículos compatíveis. A previsão é que a solução esteja amplamente disponível até maio.

Os proprietários começarão a ser notificados oficialmente até 27 de março, e a consulta por meio do número de identificação do veículo (VIN) estará liberada a partir de 17 de março.

Esse recall ocorre poucos meses após outro chamado envolvendo cerca de 400 mil unidades do Ford Explorer, relacionado a possível falha na suspensão traseira por corrosão excessiva.

O volume expressivo de campanhas reforça o desafio enfrentado pela Ford na gestão de qualidade e atualização de software, especialmente em veículos cada vez mais dependentes de arquitetura eletrônica complexa.

No cenário competitivo norte-americano, onde marcas como General Motors e Stellantis também investem fortemente em conectividade e sistemas avançados de assistência, a confiabilidade eletrônica tornou-se fator decisivo na percepção do consumidor.

Apesar do impacto negativo na imagem, a possibilidade de correção via atualização remota demonstra a importância da digitalização automotiva, permitindo soluções rápidas sem necessidade de substituição física de componentes.

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Rede CAN: sistema de comunicação interna que permite que diferentes módulos eletrônicos do veículo troquem informações em tempo real.
OTA (Over-The-Air): atualização remota de software feita pela internet, sem necessidade de ir à concessionária.
Módulo integrado de reboque (ITM): central eletrônica que controla iluminação e frenagem do trailer conectado ao veículo.

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